
Ontem fui
desafiado por um amigo, que prefere passeios por laranjais a desfrutar da
beleza dos roseirais, a reflectir um pouco sobre a situação do PS Nacional,
mais concretamente sobre a possível “guerra” entre “socratistas” e “seguristas”.
Achei o desafio interessante e aquando do meu momento reflexivo vespertino a
minha mente vagueou pela temática e recaiu sobre a importância do passado.
A meu ver para perspectivar
o futuro é necessário assumir o passado, mesmo que seja para efectuar ruturas,
é preciso valorizar o que se fez de bem e assumir o que se fez de menos bem,
com a devida salvaguarda do tempo e do momento. As decisões que se tomam são
sempre afectadas pela envolvência do momento e necessitam de ser analisadas
sempre em contexto.
Na minha leitura
o PS Nacional ainda não fez esta reflexão sobre o passado e isto está a
condicionar o seu desempenho no presente e no futuro. O mesmo não se pode dizer
do PS-Açores, por cá a reflexão foi feita e estamos a assistir a uma renovação
para o futuro assente no bom capital do passado e nas boas práticas
implementadas ao longo dos anos. Quer se goste ou não a renovação é visível,
está a ser bem feita e resulta, têm aparecido ideias novas e pessoas novas.
Quando olho para
o PSD-Açores, assisto a um desfilar de muitas pessoas que vêm do baú das
memórias, não reconheço grande renovação, vejo figuras que já via no tempo do
governo de Mota Amaral, salvo raras excepções. Gostaria de ver na liderança
pessoas como Duarte Freitas, Bolieiro, entre outros. Mas aparentemente não
existe margem de manobra para esta renovação necessária, porque talvez, ao
contrário do que aconteceu com o PS-Açores, existe uma grande força nos que já
deviam pertencer ao passado.
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