
Na Europa
estamos, em contraponto, a assistir a um Outono, uma triste decadência de um
modelo assente no poder financeiro. Este Outono Europeu ameaça o futuro de um
projecto de Paz alicerçado na união económica e solidária entre povos.
O Outono Europeu
começou quando foi esquecida a premissa da solidariedade e deu-se extremo valor
aos factores económicos. Actualmente, as populações de alguns países estão de
tal forma desiludidas com a sua classe dirigente que corre-se o risco de haver
uma ruptura entre os países reais e o país político. Esta ruptura é mais visível
em países como Espanha, Grécia e Portugal, mas se a onda ganhar força será um maremoto
que varrerá a Europa do mapa.
Infelizmente os
principais dirigentes europeus, talvez influenciados pelos grandes grupos económico-financeiros
e ou por convicções irrealistas sobre o futuro, não conseguem compreender e
digerir as consequências das apostas políticas erradas que têm tomado. Talvez terão
que ser os povos a fazer uma chamada para a realidade de uma forma que causará
o Outono Europeu e o consequente fim de um bom projecto, mas mau dirigido.