Muito se tem
falado sobre o bom desempenho do sector exportador, ainda bem que existe um
sector a funcionar, e como este tem sido o principal motor da nossa economia, ainda bem.
Mas nem todas as exportações têm sido boas, ora vejamos.
Cavalgando a
onda da crise, do desemprego e da austeridade em Portugal são muitos os países
e cidades estrangeiras que anunciam o interesse em receber trabalhadores
Portugueses, mas não quais queres trabalhadores. Estão interessados em “importar”
mão-de-obra extremamente qualificada. Pessoas em que o estado Português gastou milhões
na sua formação, médicos, engenheiros, enfermeiros, arquitectos, etc., ou seja, Portugal
gasta recursos em formar e outros tiram os dividendos da formação.
Muitos destes
jovens “exportados” não têm interesse em voltar ao país, porque estabelecem-se
no estrangeiro e criam laços. A maioria opta por não descontar em Portugal e
não envia remessas de capital para o país. Desta forma, esta exportação de
recurso empobrece ainda mais o país, tornando-o débil e com menos capacidade de
inovação.